Inglês para Brasileiros que Trabalham com Estrangeiros
Se você já consegue se comunicar em inglês, mas perde segurança quando precisa participar de reuniões, responder rápido, explicar uma decisão ou apresentar uma ideia para uma equipe internacional, o problema pode não ser falta de inglês geral.
Muitas vezes falta prática exatamente nas situações em que o idioma é usado no trabalho: reuniões, videoconferências, e-mails, apresentações, negociações e conversas com colegas de outros países.
Você entende inglês, mas precisa de mais tempo para responder
Isso acontece com muitos profissionais brasileiros que já possuem uma boa base do idioma.
Durante uma conversa tranquila, conseguem acompanhar. Em uma reunião mais rápida, porém, precisam ouvir, organizar a ideia, escolher as palavras e responder quase ao mesmo tempo.
É nesse ponto que aparecem as pausas, frases que ficam mais longas do que deveriam e a sensação de que você poderia ter explicado melhor.
Nesse estágio, estudar listas genéricas de vocabulário nem sempre resolve. É mais útil treinar as situações em que você realmente precisa responder em inglês.
As situações que mais exigem de quem trabalha com estrangeiros
O conteúdo das aulas depende do seu cargo, setor e das interações que fazem parte da sua rotina.
Reuniões
Entrar na conversa, explicar um ponto, interromper com educação, discordar e fechar uma decisão sem falar mais do que o necessário.
Videoconferências
Lidar com sotaques, áudio ruim, velocidade de fala e momentos em que você precisa pedir esclarecimento sem perder o fluxo da conversa.
Apresentações
Estruturar a mensagem, explicar números e resultados, fazer transições e responder perguntas depois da apresentação.
E-mails
Escrever com clareza, pedir algo diretamente, registrar decisões e evitar textos longos que escondem o ponto principal.
Conversas com liderança
Resumir um problema, defender uma recomendação e ajustar o nível de detalhe de acordo com quem está ouvindo.
Clientes e parceiros
Explicar limitações, negociar prazos, esclarecer expectativas e manter uma comunicação profissional sem soar mecânico.
Você não precisa preparar uma frase inteira antes de começar a falar
Em reuniões internacionais, frases relativamente simples costumam funcionar melhor do que respostas longas e muito preparadas.
O treino passa por aprender a começar, organizar e encerrar uma contribuição sem precisar construir tudo mentalmente antes de abrir a boca.
Entrar na conversa
“Can I add something here?”
“From my side, the main issue is…”
“There’s one point I’d like to clarify.”
Discordar
“I see your point, but I look at it differently.”
“I’m not sure that would work in this case.”
“My concern is…”
Fechar uma decisão
“So the next step is…”
“Let’s agree on this by Friday.”
“I’ll follow up with the updated version.”
Não entender uma frase não precisa tirar você da reunião
Uma call pode reunir americanos, britânicos, europeus, asiáticos e profissionais de vários outros países. Nem todos terão o mesmo sotaque ou falarão na mesma velocidade.
Parte da comunicação profissional é saber como recuperar uma informação quando algo não ficou claro.
Quando não ouviu
“Could you say that again a little more slowly?”
“Sorry, I didn’t catch the last part.”
Quando entendeu parcialmente
“Just to make sure I understood…”
“Do you mean that we should…?”
Em inglês, o pedido principal precisa aparecer cedo
Um problema comum é escrever o e-mail seguindo a mesma lógica que seria usada em português: introdução longa, muitas explicações e só depois o pedido.
Em comunicação internacional, muitas mensagens funcionam melhor quando o destinatário entende rapidamente por que está recebendo o e-mail e o que precisa fazer.
Uma estrutura simples
Contexto:
“Following our call yesterday…”
Pedido:
“Could you send the revised file by Thursday?”
Fechamento:
“Thanks in advance.”
Uma apresentação clara depende mais de estrutura do que de palavras sofisticadas
Quem já conhece muito bem o assunto tende a querer colocar informação demais na fala.
Em inglês, isso pode aumentar pausas e dificultar a organização da mensagem. Trabalhamos uma estrutura que deixe claro onde a apresentação está e para onde ela vai.
Abertura
“Today I’ll walk you through…”
“The main goal today is…”
Transição
“Moving on to the next point…”
“Let’s look at what changed.”
Conclusão
“To sum it up…”
“What we need now is…”
Padrões do português que podem deixar seu inglês menos direto
Não existe um único “erro de brasileiro”. Mas alguns hábitos linguísticos aparecem com frequência quando alguém transfere para o inglês uma estrutura que usaria naturalmente em português.
Explicar antes de chegar ao ponto
Em reuniões curtas, muitas vezes é mais eficiente apresentar a conclusão primeiro e depois explicar o motivo.
Traduzir enquanto fala
Quando cada frase nasce primeiro em português, a resposta tende a ficar mais lenta. O treino busca criar combinações de palavras que já estejam disponíveis em inglês.
Excesso de formalidade
Algumas frases perfeitamente corretas podem soar formais demais para uma conversa cotidiana com colegas ou parceiros de trabalho.
Falsos cognatos
Palavras parecidas com o português podem ter outro significado em inglês. Isso é trabalhado dentro do contexto em que você as usa.
Como as aulas são organizadas
O ponto de partida é entender onde o inglês aparece na sua rotina profissional e o que acontece quando você precisa usá-lo.
1. Diagnóstico
Avaliamos fluência, clareza, precisão, compreensão e os contextos em que sua comunicação perde força.
2. Situações reais
Reuniões, apresentações, conversas com liderança, clientes, fornecedores ou outras situações relevantes ao seu trabalho.
3. Correção e repetição
Estruturas, vocabulário, pronúncia e organização de ideias são corrigidos e retomados até se tornarem mais naturais.
Para quem este trabalho costuma fazer mais sentido
Profissionais em empresas multinacionais
Quem passou a responder para uma liderança internacional ou entrou em projetos com equipes de outros países.
Executivos e gestores
Quem precisa comunicar decisões, resultados, riscos e prioridades sem deixar o inglês reduzir sua presença na reunião.
Especialistas técnicos
Profissionais que dominam o assunto, mas precisam explicar conhecimento complexo para pessoas de outras áreas ou países.
Profissionais buscando oportunidades internacionais
Quem está se preparando para trabalhar no exterior ou assumir uma função com maior exposição internacional.
Dúvidas sobre inglês para trabalhar com estrangeiros
Preciso falar inglês perfeitamente para trabalhar com estrangeiros?
Não. A comunicação profissional precisa ser suficientemente clara para que você consiga entender, explicar, perguntar e tomar decisões. Precisão é importante, mas perfeição não é pré-requisito para participar de uma reunião internacional.
Entendo inglês, mas travo para responder. Isso é comum?
Sim. Compreensão e produção não se desenvolvem necessariamente na mesma velocidade. Treinar respostas, estruturas recorrentes e situações profissionais ajuda a reduzir o tempo necessário para formular uma ideia.
As aulas trabalham reuniões e apresentações?
Podem trabalhar. O conteúdo é definido de acordo com as situações que realmente fazem parte da rotina profissional do aluno.
Posso praticar e-mails em inglês?
Sim. É possível trabalhar clareza, nível de formalidade, pedidos, follow-ups e outras mensagens profissionais.
É um curso de inglês geral?
O foco desta preparação é o inglês utilizado em ambientes profissionais internacionais. Quando existem problemas de base gramatical, vocabulário ou compreensão, eles também são trabalhados, mas sempre de acordo com a necessidade do aluno.
E se eu ainda não souber exatamente qual inglês preciso melhorar?
Esse é justamente um dos objetivos da avaliação inicial. Podemos identificar se a principal dificuldade está em fluência, listening, vocabulário, precisão, pronúncia ou organização da comunicação profissional.
Seu inglês precisa funcionar quando a conversa realmente importa
Se reuniões, calls, apresentações ou conversas com colegas internacionais já fazem parte da sua rotina, podemos começar identificando onde sua comunicação perde clareza ou velocidade.
Na avaliação, analisamos seu nível atual, as situações que você enfrenta e quais habilidades deveriam receber prioridade.

Chloe Newman é responsável por produção de conteúdo didático e conteúdo para o site. Atua a mais de 15 anos no ramo da educação na qual possui formação em pedagogia e psicologia. Chegou a escola devido a sua paixão pelo idioma inglês.

